domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre a maternidade

Decididamente e definitivamente eu estou no inferno astral. Como eu não sei, já que eles deveriam existir próximo do aniversário. Será que tem inferno astral pós formatura?

Nada. N-A-D-A funciona. Nenhuma relação, e especialmente as familiares. O telefone eu tenho vontade de jogar na parede cada vez que toca. Pra falar a verdade nem no futebol que eu costumo ser pé quente eu tô bem. Fui a Sete Lagoas ver meu time empatar com o América (na peladinha do século) - até jogo de namorado é melhor que aquilo.

Mas se tem uma coisa em especial que anda me chateando. E muito. É meu ex. Ex bom é ex morto, já dizia o ditado. Mas infelizmente o ex em questão não aparenta que vai ter um ataque cardíaco a qualquer momento (apesar da forma estar longe da ideal). Muito antes pelo contrário: eu estou próxima de ter um piripaque em instantes por causa dele.

Vivemos monentos legais. Temos um filho lindo. E isso deveria contar. Mas não conta. Já não basta tudo que aguentei do "gostosão da bala chita" enquanto ainda estávamos juntos. Agora eu tenho que ouvir barbaridades.

Você é uma mulher independente (ou pelo menos tenta parecer). Acorda cedo. Arruma merenda. Leva o filho na escola. Vai para o hospital. Pega o filho na escola. Dá almoço. Faz academia. Ensina o dever. Dá lanche. Leva no judô. Brinca. Faz supermercado. Feira. E ainda tem que ter tempo pra estudar pra residência.

E aí cobra do seu querido ex, projeto de pai, que simplesmente ajude um pouco mais, nem que seja na parte financeira. Ou ainda, que pare de atrapalhar ao invés de ajudar. E ele simplesmente te fala:

"Eu não vou contribuir mais porque é você que escolhe tudo, é você que fica responsável pela criação". Então fique com o ônus financeiro também.

Ah??????? Se ele tivesse a capacidade de ajudar a escolher e a criar pode ter certeza que meu dia não ia ser tão atribulado. Mas nem responder uma pergunta ele sabe. Quantas vezes eu dei essa oportunidade e ele simplesmente ignorou?

Alguem me responde: Desde quando ser mãe e assumir as responsabilidades materiais e emocionais da criação do seu filho é vantagem que justifique ele não me ajudar financeiramente? Eu amo meu filho, mas tem horas que fico esgotada. Estou assim.

Pior é depois disso tudo ouvir que você está prejudicando seu filho. Eu né?! Mas deixa, ele cresce, e vai aprender com o tempo a ver quem está certo nisso tudo!



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